O PLANEJAMENTO ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL

O trabalho a ser desenvolvido em um ano letivo deve obedecer a um processo de organização que chamamos de planejamento escolar. Um planejamento bem discutido deve estabelecer vias de articulação entre as atividades escolares e o contexto no qual se insere a escola. Além disso, deve ser pensado de tal forma que permita mudanças em seu escopo ao longo do processo de trabalho, objetivando uma maior eficiência e adaptação às dificuldades enfrentadas pelos alunos ao longo do processo de ensino e aprendizagem. De forma sintética, o planejamento deve ser simples, objetivo e flexível.

No desenvolvimento do planejamento escolar devemos contemplar diferentes momentos de reflexão sobre nossas ações e nossa postura ao aplicá-lo e adaptá-lo ao longo de sua execução.

Sempre é bom lembrar que opções metodológicas, das quais derivam práticas e estratégias pedagógicas, relacionam-se com a postura que pretendemos assumir no trabalho escolar. Isso significa ser mais ou menos diretivo, organizar processos de discussão, propor atividades e trabalhos instigantes e momentos que favoreçam o estreitamento das relações entre a escola e a comunidade. É preciso, portanto, que, ao montar o planejamento se busque uma reflexão sobre essas ações e opções.

O planejamento escolar deve ser como um guia de orientação para todos os envolvidos no processo de ensino. Ele deve ter obedecer a uma sequência lógica e vincular-se aos objetivos da escola e àqueles mais específicos, vinculados às diferentes disciplinas e conteúdos.

O planejamento precisa manter uma relação entre os objetivos, o conteúdo, os alunos, os métodos e as formas de avaliação, para assegurar a unidade e a coerência do trabalho. Ele também deve facilitar o processo de preparação das aulas, orientando a seleção de materiais didáticos complementares que se fizerem necessários casos de situações imprevistas no decorrer das aulas.

No planejamento escolar é indispensável, portanto, a descrição dos conteúdos que serão abordados, dos objetivos de ensino e aprendizagem e das práticas pedagógicas. Com o advento da Base Nacional Comum Curricular, é apropriado que o planejamento traga também os vínculos entre conteúdos e objetivos com os objetos de conhecimento relativos à disciplina e ao ano do Ensino Fundamental em relação ao qual ele foi desenvolvido.
Por fim, vale a pena enfatizar que, entre as práticas pedagógicas previstas no planejamento, destacam-se aquelas que se relacionam com a avaliação. Esse importante item do planejamento deve propor diferentes formas, processos e instrumentos, adequando cada um aos objetivos de ensino propostos.

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UMA PALAVRA SOBRE AVALIAÇÃO ESCOLAR

O ato de avaliar está presente em todos os domínios de atividade humana. No universo da escola de Educação Básica, ela se apresenta formalmente organizada e sistematizada, vinculada a objetivos escolares implícitos ou explícitos, que, por sua vez, refletem valores e normas sociais. A avaliação escolar não acontece em momentos isolados do trabalho pedagógico: ela o inicia, permeia todo o processo e o conclui.
A avaliação está estritamente ligada à natureza do conhecimento, e uma vez reconhecida essa natureza, a avaliação deverá ajustar-se a ela se quiser ser fiel e manter coerência com os objetivos de ensino daquela etapa do processo.
É importante que os educadores tenham em conta que a avaliação não é uma atividade neutra ou meramente técnica, mas sim uma atividade dimensionada de tal forma que mantenha coerência com os princípios metodológicos assumidos na prática pedagógica.
Na condição de avaliador, o professor irá interpretar e atribuir sentidos e significados à avaliação escolar. Existem vários tipos de avaliações onde o professor conseguirá observar o desenvolvimento do aluno, um exemplo é a prova, com questões abertas dissertativas onde o aluno coloca com suas palavras o que entendeu sobre o assunto. Esse tipo de instrumento de avaliação pode conter também questões de múltipla escolha, para que o aluno indique uma ou mais respostas coerentes com a pergunta. Outra forma de avaliar o aluno é aquela que chamamos de auto avaliação, na qual, através de algumas afirmações, ele irá analisar e dizer como foi seu desenvolvimento.
No contexto escolar, avaliar não é somente atribuir uma menção a um aluno através de uma única nota que ele tenha tirado em uma prova, pois, muitas vezes, no dia daquela prova, o aluno pode não estar bem emocionalmente, pode ter acontecido algo que o tenha deixado abalado e por isso prejudicar seu desempenho na prova.
A avaliação deve ser um instrumento no qual se possa identificar e analisar a evolução, o rendimento e as modificações do educando, confirmando a construção do conhecimento, que reúna toda sorte de produções do aluno, observações do professor, educacionalmente contextualizadas e não algo que é usado apenas para dar satisfação aos pais do que foi aprendido ou não pelo aluno ou para indicar se o aluno foi ou não foi aprovado.
Fazendo uma analogia com o cinema, o processo de avaliação equivale ao filme, enquanto que uma prova pode ser comparada a uma fotografia. Porém, mesmo que a preocupação principal seja o filme, devemos nos preocupar também em produzir boas fotografias, indicando claramente os objetivos de ensino e habilidades que serão avaliadas e preparando um processo de correção que possa identificar as dificuldades individuais de cada aluno.

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Projeto Integrador – 1º Ano – Um pé de quê? Árvores do entorno da escola

O projeto Um pé de quê? foi elaborado com o objetivo de possibilitar as crianças conhecerem as árvores
do entorno da escola e assim estabelecer novos vínculos com o lugar em que estão inseridas, bem como a percepção desse ambiente e cuidado.
Elas irão listar as árvores que conhecem e fazer uma entrevista para descobrir mais a respeito das árvores do entorno da escola. Para saber mais sobre as árvores, realizarão, ainda, um trabalho de investigação de campo onde farão desenho de observação, coleta de folhas, galhos e gravetos dessas árvores e pesquisarão sobre os tipos de árvores e suas características.
O projeto articula-se principalmente com Língua Portuguesa, desenvolvendo habilidades de leitura, escrita e procedimentos para tornar-se um bom estudante.
É importante ressaltar que nos anos iniciais as atividades buscam apoiar a aquisição do sistema de escrita alfabética, onde as crianças são expostas a situações de leitura e produção, mesmo antes de dominar tais habilidades. Isso porque as crianças lançam mão de conhecimentos prévios sobre o assunto e carregam um repertório de conhecimentos que permitem trabalhar estratégias de leitura e escrita. O desenvolvimento da oralidade também é estimulado em situação de troca de informações, fazer perguntas pertinentes na entrevista etc.
Como produto final do projeto teremos uma exposição de artes e a produção de um folheto, em que mostrarão as descobertas e os trabalhos produzidos durante o projeto.
A proposta deste projeto é favorecer o envolvimento dos professores, dos alunos e da comunidade, na construção de um empreendimento coletivo. Ele propicia o trabalho com conteúdos que envolvem conceitos, atitudes, valores e procedimentos, favorecendo o desenvolvimento de capacidades física, ética, estética, afetiva, intelectual, de relação e inserção social. Permite dispor do tempo didático de maneira flexível e previamente estabelecida; implica em tarefas coletivas compostas de diversas subtarefas; exige planejamento, divisão de trabalho e de responsabilidades, construção de conhecimentos específicos, uso de recursos tecnológicos, trabalho em grupo e avaliação de resultados em função do plano inicialmente traçado.
Os lugares têm características próprias que os torna únicos, por isso observar o entorno da escola é uma tarefa que possibilita aos alunos reconhecerem que esse espaço se revela enquanto intervenção humana e como ação da natureza. Assim, o projeto proporciona o conhecimento da flora que cerca a escola, estabelecendo um vínculo de valorização e cuidado das árvores do entorno.

 

Projeto Integrador – 2º Ano – Trançados indígenas

A arte indígena, especificamente os trançados, representa uma grande oportunidade de explorar conceitos e relações geométricas, pois nessa manifestação artística é possível identificar figuras planas e desenhos com padrões e simetrias. Para o 2 o ano, espera-se que os alunos tenham diferentes vivências que impliquem tanto a observação e a análise de manifestações artísticas quanto tenham um fazer artístico. Espera-se também que todo esse percurso seja contextualizado para que possam reconhecer a cultura indígena como parte da identidade da sociedade em que vive, o povo brasileiro, e, desse modo, respeitá-la
e valorizá-la.

Neste projeto, os alunos irão construir um pequeno cesto a partir do estudo das figuras geométricas planas e dos trançados indígenas de diferentes povos e em diversos suportes, como em esteiras e cestarias.
Ao final, os objetos confeccionados serão apresentados à comunidade escolar e/ou aos familiares e, posteriormente, poderão ser levados para casa.

Projeto Integrador – 5º Ano – RPG de Super-Heróis

O projeto visa à produção, pelos estudantes, de um Jogo de Interpretação (RPG: Role Playing Game). Essa atividade trabalhará a capacidade narrativa oral, explorando a criatividade dos alunos, na criação de narrativas ficcionais compartilhadas e de forma que observem elementos como enredo, personagens, tempo e espaço atreladas às regras preestabelecidas de um jogo.
A interação oral, ao mesmo tempo criativa e regrada, proporcionará oportunidades peculiares de convivência entre os estudantes em um ambiente de cooperação e respeito. Neste ambiente lúdico, a sorte nos dados é um elemento fundamental que pode alterar radicalmente o destino das narrativas, fazendo com que os alunos se familiarizem com o cálculo de probabilidades.
O projeto compõe-se de duas fases distintas:
1. A preparação das regras e elaboração das fichas e planilhas do jogo.
2. O jogo de RPG criando a narrativa a partir das regras preestabelecidas.

O TRABALHO COM PROJETOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

No mundo atual, é cada vez mais relevante a qualidade do desenvolvimento educacional que se dá na etapa da Educação Básica, onde podemos contribuir com a formação de indivíduos mais preparados para uma futura inserção no mundo do trabalho e no contexto social, que incorporem conhecimento e valores que qualificam as relações interpessoais e as decisões que impactam a vida em sociedade.

Considerando essa perspectiva, a escola tem inúmeras opções metodológicas para a promoção de um processo educacional que considere o educando como indivíduo capaz de ser agente de seu próprio aprendizado. Essas práticas pedagógicas apontam para novas abordagens que ultrapassam a simples aquisição do conhecimento formal, percorrendo, também, as amplas avenidas de desenvolvimento de valores éticos como respeito à diversidade, responsabilidade, preocupação com a sustentabilidade, autonomia, cooperação, entre outros.

Entre as diversas práticas pedagógicas que a escola pode assumir nas diferentes situações de ensino e aprendizagem, o trabalho com projetos é um instrumento muito importante para esta construção significativa e compartilhada do conhecimento, que dá ao ambiente escolar o dinamismo necessário ao processo de construção deste conhecimento, permitindo situações prazerosas e significativas para alunos e professores.

Trabalhar com projetos possibilita:

  • Envolvimento dos alunos na apropriação de conhecimento através da condução do seu próprio processo de aprendizagem;
  • Estímulo ao desenvolvimento de uma autoimagem positiva do educando;
  • O desenvolvimento da capacidade de buscar e interpretar informações;
  • O desenvolvimento de atitudes cooperativas;
  • Metodologia de ensino baseada na interdisciplinaridade.

Existem formas diversas de se organizar um projeto a ser aplicado ao desenvolvimento de um tema, mas todas se estruturam em torno dos seguintes itens:

  • Introdução e justificativa
    Fundamentação das razões que levam ao desenvolvimento do tema.
  • Duração do projeto
    Dimensionamento da duração do projeto em termos de tempo, etapas, aulas etc
  • Produto final
    Descrição do produto final a ser elaborado pelos grupos de alunos que participam do projeto, como, por exemplo, seminários, feiras, textos, cartazes, vídeos e apresentações artísticas.
  • Desenvolvimento
    Detalhamento de cada uma das etapas que compõem o projeto, com apresentação de materiais a serem utilizados, pesquisas a serem realizadas, atividades e grupos de discussão, referências, links e perguntas desafiadoras.
  • Avaliação do projeto
    Ainda que a avaliação deva ser contínua, ao elaborarmos o projeto, é necessário especificar os principais itens de avaliação que se relacionam com o tema. Nesse sentido, um bom repertório de itens de avaliação pode ser obtido nas habilidades propostas pela BNCC para os componentes curriculares discutidos e para o ano do Ensino Fundamental onde o projeto será aplicado.

Conheça alguns projetos didáticos clicando no menu Ensino Fundamental I, e escolhendo a opção Projetos.

Matemática – 5º Ano – Números e operações

Esta Sequência Didática tem por objetivo proporcionar aos alunos atividades que os auxiliam
na compreensão e leitura de números com os quais nos deparamos em nosso cotidiano, como,
por exemplo, números de telefones, CEP, RG, CPF, placas de carro, distâncias, massas e dados es-
tatísticos de populações. Eles servem para quantificar, identificar, localizar, medir, comparar etc.
Nosso sistema de numeração é decimal, porque tem base 10, ou seja, possui 10 algarismos: 0,
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Também é posicional, pois, dependendo da posição que um determinado
algarismo ocupa, ele irá adquirir um valor diferente.
Observe o número: 3 443
O valor posicional do primeiro algarismo 3 é diferente do quarto algarismo 3. O primeiro está
posicionado na 4 a ordem, dos milhares. Portanto, seu valor é 3000. Já o último, está posicionado
na ordem das unidades e seu valor é 3.
Nesta sequência vamos propor aos alunos situações em que exercitam este conceito, decisivo
para operar com números até a 6ª ordem.

Língua Portuguesa – 3º Ano – Poemas sobre natureza

Relacionar poemas e natureza é uma forma de as crianças recriarem o
mundo por meio da linguagem, pois assim podem brincar com as palavras ao
produzir ressignificações, renomear coisas e sentimentos e jogar com as ri-
mas. Brincar com as palavras pode sensibilizar as crianças sobre a necessida-
de de mais integração com os elementos da natureza e sobre a compreensão
de que o ser humano é parte dela.

Ciências, História e Geografia – 1º Ano – Detalhando as partes externas do nosso corpo

Na etapa anterior da educação escolar (Educação Infantil), os alunos
recém-chegados ao 1 o ano do Ensino Fundamental passaram por vivências
exploratórias de seu corpo e já devem possuir informações básicas para no-
meação delas. Assim, esta Sequência Didática tem por finalidade ampliar e
sistematizar esses conhecimentos considerando também a fase inicial de al-
fabetização em que se encontram esses alunos no início do 1º ano.

Matemática – 1º ano – Medidas de comprimento

As medidas quantificam grandezas do mundo físico e são fundamentais
para a compreensão da realidade. De acordo com a BNCC, estudar medidas
e as relações entre elas possibilita e favorece as integração da Matemática
a outras áreas de conhecimento como Ciências ou Geografia. Conforme o
documento, trabalhar grandezas e medidas contribui para a consolidação e
ampliação da noção de número, a aplicação de noções geométricas e a cons-
trução do pensamento algébrico.